quinta-feira, 9 de maio de 2013

 

Aluguel sobe mais do que venda no Rio, aponta FipeZap

Já em São Paulo, os preços de locação ainda sobem menos do que os de venda: alta de 2,9% até abril de 2013 ante os 3,8% dos negócios fechados para a compra
 
Fonte: ZAP Imóveis
 
Os preços cobrados no aluguel no Rio de Janeiro têm subido em uma velocidade muito maior que os valores praticados na venda dos imóveis, apontou o Índice FipeZap, em levantamento divulgado nesta sexta-feira.
 
Os maiores preços para locação no Rio foram nos bairros do Leblon e Ipanema, com o metro quadrado a R$ 71, Lagoa, com R$ 61, e Gávea, com R$ 56 (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)
 
Segundo dados obtidos com exclusividade pelo ZAP Imóveis, o preço médio de locação no acumulado dos quatro primeiros meses do ano subiu 6,7%, acima da alta de 5% registrada nas vendas em solo carioca.
 
Para o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn, os preços dos aluguéis cobrados vem subindo mais do que os de comercialização desde novembro de 2012.

No mesmo período do ano passado (janeiro a abril), os dois preços praticados no mercado imobiliário do Rio haviam crescido iguais 5,5%.
 
“Atualmente, cresceu a quantidade de pessoas que opta pelo aluguel. Por inúmeros fatores. Há quem faz esta escolha por não ter dinheiro para dar entrada em um apartamento próprio. Mas, também há uma questão de mercado, no qual houve um aumento da demanda maior que o aumento da oferta. Então, a locação tem se tornado uma alternativa”, aponta Zylberstajn.
 
Os maiores preços para locação no Rio de Janeiro foram anotados nos bairros do Leblon e Ipanema, com o metro quadrado de locação a R$ 71, Lagoa, com R$ 61, e Gávea, com R$ 56.
 
Já em São Paulo, os preços de locação ainda sobem menos do que os de venda: alta de 2,9% até abril de 2013 ante os 3,8% dos negócios fechados para a compra.
 
Vila Nova Conceição, com R$ 69 por metro quadrado, Itaim, com R$ 59, e Vila Olímpia, com R$ 55, foram os distritos que registraram os preços de aluguel mais caros na capital paulista.
 
Pelo País – O Índice FipeZap apontou que houve aumento de 1,1% nos preços anunciados do metro quadrado em abril em relação ao mês anterior.
 
Com isso, a variação acumulada no ano ficou em 3,9%. No mesmo período do ano passado, o indicador já acumulava 5,3%.
 
Das 16 cidades cujos preços são monitorados, apenas Fortaleza registou (e pela segunda vez consecutiva) queda nos preços em abril (-0,2%). Já Curitiba apresentou a maior alta de preços registrada neste mês: 3,2%.
 
“Notamos também que, em cinco das dezesseis cidades monitoradas, o aumento do preço do metro quadrado em 2013 foi menor que a inflação medida pelo IPCA. Isso significa uma queda real dos preços em um terço das cidades pesquisadas. Em geral, há uma notória diminuição na alta dos preços”, analisa Zylberstajn, citando Distrito Federal, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Recife, como os locais que sofreram uma redução nos valores anunciados.
 
Já o preço médio do m2 anunciado ficou entre R$ 9.052 (Rio de Janeiro) e R$ 3.508 (Vila Velha). Em São Paulo foi de R$ 7.118 e a média das 16 cidades foi de R$ 6.682.

Bairros – Ainda segundo o Índice FipeZap, o bairro do Leblon, no Rio, continuou com o rótulo de bairro mais caro do país. Lá, são cobrados R$ 21.410 por metro quadrado, em média.
 
Em segundo lugar, ficou o distrito de Ipanema, também em solo carioca, com R$ 18.055. A região mais barata ficou por conta da Pavuna, com R$ 1.958.
 
Já em São Paulo, os imóveis mais caros estão localizados no bairro da Vila Nova Conceição, zona sul da capital, com média de R$ 12.546 por m², pouco acima dos R$ 11.343 anunciados no Jardim Paulistano, a segunda metragem mais valiosa da capital.
 
Em contrapartida, no distrito de Guaianazes (zona leste) foram encontrados os preços mais acessíveis: R$ 3.039.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Plantas na varanda exigem cuidados com o vento; veja dicas

Fonte: ZAP Imóveis
 
Atualmente, boa parte dos brasileiros vive em apartamentos. Mas, isso não significa que, por conta do espaço compacto, as pessoas deixaram de conviver com as plantas e flores.
Os paisagistas Alexandre Braga e Maier Gilbert da Maier&Ale Paisagismo dão dicas de como adaptar as espécies verdes a varanda.

Pleomeli, léia-rubra e palmeira fênix são as espécies mais indicadas (Fotos: Divulgação)
 
Em primeiro lugar, os profissionais ressaltam que para a escolha das plantas deve-se levar em conta que elas sejam resistentes ao vento, com folhas mais grossas, pois devido à altura, plantas colocadas em varandas são suceptíveis à forte ação do vento.
 
Também é necessário prestar atenção na ensolação do local, se predomina meia sombra, sombra completa ou bate sol. Ao contrário de jardins, onde as plantas são plantadas diretamente na terra, as plantas de varandas são colocadas em vasos e por isso deve-se atentar para que suas raízes não sejam maiores que a capacidade do vaso, pois caso isto ocorra, a planta é sufocada.
 
Um tamanho ideal de vaso seria com a boca de 50cm de diâmetro e além da terra, recomenda-se cobrir com pedras brancas palha e cinza para irrigação, além de casca de árvore.
 
Maier e Alexandre também aconselham a fazer uma composição de tamanhos de vasos para dar volume a formar massa verde na área e dar um bom toque ornamental.
 
Existem algumas plantas que são peças-chave na composição de um terraço, pois suportam bem suas intempéries. São elas: pleomeli, léia-rubra, palmeira fênix, beocarnia, dracena arbórea, beaucarnea, clúsia e cyca revoluta.

As plantas devem ser resistentes ao vento
 
Ultimamente existe a tendência de cultivar em casa pequenas hortas de ervas aromáticas, mas os paisagistas advertem que ervas não suportam bem a ação do vento e não são adequadas para o cultivo em apartamentos.
 
Para garantir que as plantas sigam saudáveis e tenham longevidade os paisagistas dizem que não se pode esquecer das regas, adubagem e ao combate às pragas que deve ser realizado de forma manual.
 
Se o terraço tiver um tamanho um pouco maior, havendo espaço, pode ser colocado um banco, namoradeira ou mesinha, que garante que a área externa possa ser mais disfrutada pelos habitantes da casa e suas visitas.

sábado, 27 de abril de 2013

Saiba como funciona o seguro-fiança
Locador que aderir a modalidade terá a garantia de recebimento do pagamento em dia pela seguradora, em caso de atraso ou inadimplência do locatário
 
Fonte: ZAP Imóveis
 
O seguro-fiança também é vantajoso para o locatário (Fotos: Thinckstock)
 
Dentre as modalidades de garantias locatícias, o seguro-fiança se destaca cada vez mais como a melhor opção, tanto para o locador, quanto para o locatário.
Isso porque, o locador terá a garantia de recebimento do pagamento em dia pela seguradora, em caso de atraso ou inadimplência do locatário, e não precisará aguardar o desfecho de processos judiciais morosos.
 
Para o locatário, o seguro-fiança também é vantajoso, vez que ele não terá que pedir favor a parentes e amigos, porque não precisará de fiador. Também não prestará caução, com o depósito à vista de três aluguéis, opção, aliás, que não é muito aceita pelos locadores, em razão de sua insegurança e insuficiência.
 
A modalidade se destaca cada vez mais como a melhor opção
 
Ao contrário do que muitos pensam, o procedimento do seguro-fiança é fácil e rápido. Para a sua aprovação, o locatário deverá comprovar renda mensal equivalente a quatro vezes o valor mensal da locação, e essa renda poderá ser composta por até três locatários. O seguro será anual, com renovações obrigatórias, ou pelo prazo completo do contrato, e seu pagamento, em parcelas.
Katia Cristina Peperaio, advogada especialista em direito imobiliário, graduada e pós-graduada pela PUC-SP, sócia do escritório Peperaio Sociedade de Advogados
Confira as dez dicas necessárias para decorar quartos infantis

Arquiteta aponta quais devem ser as principais preocupações ao montar um dormitório para crianças

Fonte: ZAP Imóveis

É preciso planejar como será piso, iluminação e limpeza do local
 
Escolher a decoração de um dormitório pode parecer uma tarefa simples, mas ao realizá-la é possível perceber que há muito mais para pensar do que se imaginava. Além dos móveis e da pintura das paredes, também é preciso planejar como será o piso, a iluminação, disposição dos fios, a limpeza do local, entre muitas outras coisas.
 
Se é tão necessário pensar bem nas opções para um quarto de adulto, para as crianças é ainda mais importante. Os pais devem fazer as escolhas pensando que, para o bem-estar dos filhos, é preciso muito mais atenção a pequenos detalhes. Para ajudá-los nessa tarefa, o ZAP Imóveis consultou a arquiteta Adriana Victorelli, do escritório de arquitetura Neo Arq. Confira as dicas:
 
1) Cama de apoio – Poucas pessoas pensam nesse detalhe, mas no quarto de recém-nascidos, é importante que haja uma cama de apoio para a mãe descansar durantes as noites em que precisa vigiar o bebê. “É comum optarem por colocar somente uma poltrona de amamentar, mas o problema é que ela não possibilita que a mãe tire um cochilo e o bebê acaba sendo levado para dormir na cama do casal, o que não é apropriado”, explica Adriana.
 
2) Abajur - O abajur também é um objeto que faz falta quando não colocado no quarto do bebê. Quando ele está dormindo, acender a luz do quarto pode despertá-lo.
 
3) Comodidade – O ideal é que alguns móveis fiquem perto uns dos outros, mesmo se o espaço for grande. Facilita a vida da mãe se forem colocados berço, trocador e cômoda próximos, assim como instalar uma mesa lateral ao lado da poltrona de amamentação.
 
4) Piso – Para escolher o piso é importante pensar que é nele que a criança irá engatinhar, aprender a andar e brincar. Por isso, os pais devem priorizar o conforto térmico e de impacto. O piso vinílico, por exemplo, é como uma lona que pode ser instalada em cima do piso existente. Existem também os emborrachados, que são antiderrapantes. Caso não seja possível trocar o piso frio, faça uso de tapetes.
 
5) Cores – Quem quiser fugir dos comuns rosa ou azul, pode combinar cores inusitadas. “Marrom e goiaba fica super feminino e laranja com cinza demarcam muito bem um dormitório masculino”, comenta a arquiteta. Evite pintar todas as paredes da mesma cor, escolha uma para dar destaque. “O resultado é profundidade e largura visual”, completa ela.

Abuse da criatividade e das cores
 
6) Criatividade – Use a criatividade! Adesivos estão em alta e é possível imprimi-los personalizados. Também vale enquadrar a primeira roupinha, o carimbo dos pés, o primeiro desenho e outros objetos que tenham significado para os pais.
 
7) Revestimentos – Para facilitar a limpeza, prefira revestimentos laváveis, que evitam acúmulo de pó.
 
8) Fiação – Ocultar a fiação de luz e o trilho da cortina por forro de gesso além de melhorar o visual do ambiente, torna-o mais seguro.
 
9) Organizarção – Estantes são muito versáteis. Além de proporcionar espaço para guardar objetos, funcionam como parte da decoração, basta organizar nelas bichos de pelúcia, livros, brinquedos e até caixas organizadoras com detalhes bonitos.
 
10) Segurança – Procure escolher móveis de contorno arredondado. Além de evitar que as crianças encostem em partes pontiagudas, esse formato dá suavidade ao ambiente.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Quitinetes ficam maiores e mais caras em São Paulo

Menor tipologia de imóveis do mercado ganhou mais metragem e uma elevação de 14,5% nos valores entre o primeiro bimestre do ano e o mesmo período de 2012
 
Fonte: ZAP Imóveis
 
Conhecidos como quitinetes, os apartamentos de um dormitório em São Paulo tiveram um aumento de tamanho e uma consequente alta nos preços em 2013.
 
Imóveis com este perfil passaram a ter, em média, o metro quadrado a R$ 7.841,21, quantia bem acima dos R$ 6.850,14 cobrados no ano anterior (Foto: Banco de Imagens / Think Stock)
 
Segundo levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), obtido com exclusividade pelo ZAP Imóveis, a menor tipologia de imóveis do mercado ganhou mais metragem de área construída e uma elevação de 14,5% nos valores entre o primeiro bimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Em números absolutos, a área útil média ponderada dos bens com apenas um quarto aumentou de 37,93 m² nos primeiros dois meses de 2012 para 40,23 m² até o último fevereiro.
 
Já na comparação dos preços, imóveis com este perfil passaram a ter, em média, o metro quadrado a R$ 7.841,21, quantia bem acima dos R$ 6.850,14 cobrados no ano anterior.
 
Ainda de acordo com a pesquisa, as unidades de um dormitório, no entanto, foram as que registraram a maior alta na quantidade construída. Os números de lançamentos subiram de 129 apartamentos, entre janeiro e fevereiro de 2012, para 289 unidades neste ano, mais do que o dobro.
 
“Esta tipologia teve um aumento na procura, principalmente, devido aos novos arranjos familiares que temos nas grandes cidades nos últimos anos. Solteiros, casais sem filhos, viúvos e até o público GLS tem optado por este segmento”, apontou Luiz Paulo Pompéia, presidente da Embraesp.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Saiba como conferir a qualidade dos materiais ao receber as chaves do imóvel
 
Segundo a AMSPA, de cada dez prédios entregues em São Paulo, três apresentam problemas de vícios de construção ou defeito na obra
 
Fonte: ZAP Imóveis

Cada dez prédios entregues em São Paulo, três apresentam problemas de vícios de construção ou defeito na obra
 
 
Na hora da vistoria do imóvel novo é importante ficar atento à qualidade dos materiais utilizados, como das portas e janelas. Além disso, é essencial verificar a metragem, as partes elétrica e hidráulica. Para ajudar nessa etapa, a Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA) e Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL) elaboraram algumas dicas para inspeção do apartamento.
 
Segundo estimativa da AMSPA, de cada dez prédios entregues em São Paulo, pelo menos três apresentam problemas de vícios de construção ou defeito na obra. Para evitar aborrecimentos após a mudança para o novo imóvel, é necessário uma vistoria bem feita na propriedade, após receber as chaves. Entre os cuidados nessa etapa estão: checar as partes elétrica, hidráulica, pintura, vidros, revestimentos cerâmicos, louças, metais, ralos e a metragem de cada cômodo do apartamento.
 
Além desses cuidados, é importante verificar a qualidade das venezianas e esquadrias de alumínio, das portas e janelas. “No caso das esquadrias, é fundamental exigir da construtora a informação do nome ou marca do fabricante do produto e saber se o material está de acordo com a norma técnica ABNT NBR 10821, que varia de acordo com cada região do País e altura da edificação em função da força do vento”, explica Edson Fernandes, engenheiro da AFEAL.
 
Outro detalhe fundamental é conferir a resistência do material, a fixação dos parafusos, os rasgos de saída de água e a regulagem dos fechos, roldanas, braços e limitadores das esquadrias. Além disso, deve-se observar o funcionamento e a presença dos componentes como: borrachas, escovas, fechos, roldanas, braços e a presença de silicone, tudo isso visando a perfeita vedação. “Todas essas precauções ajudam constatar o bom funcionamento do produto e, com isso, aumentar sua vida útil”, ressalta Edson.
 
Já a verificação de uma veneziana é bem prática: ao apagar a luz do cômodo e fechar a esquadria, não se pode ver feixes de luz, a não ser pela veneziana ventilada. Caso seja verificada a passagem de luz entre as folhas e os perfis laterais, significa que por ali também passará água, ar e ruídos. O que está em desacordo com as Normas Técnicas das esquadrias. “As venezianas devem apresentar aspecto de um painel único, com vedações laterais que impedem o incômodo da vibração ou do assobio das palhetas e eliminam traços de luz entre o painel e o perfil”, esclarece Fernandes.
 
Segundo Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA é essencial que o novo morador faça uma vistoria minuciosa do interior do imóvel. “Percebemos que, na ânsia de receber as chaves ou até mesmo por desconhecimento técnico, o proprietário não toma as devidas precauções na verificação do empreendimento. Por isso, nessa etapa é bom contar com o auxílio de um profissional especializado para que possa ajudar, caso encontre irregularidades no apartamento”, aconselha.

Ao constatar defeitos, comprador deve reclamar por escrito à construtora no prazo de 90 dias
 
Luz recomenda que, no momento da compra, o proprietário guarde todas as propagandas feitas na mídia e folhetos disponíveis no estande da construtora. Além disso, exija da incorporadora, ao fechar o contrato, todas as especificações nas quais o imóvel que será entregue. “Todos esses cuidados serão úteis para servir de comparação no dia da inspeção, sem esquecer-se de levar a cópia do memorial descritivo.”
 
Ao constatar defeitos aparentes no imóvel, o adquirente deve reclamar por escrito à construtora no prazo de 90 dias. Caso o erro for exposto no dia da vistoria, os reparos devem ser feitos pela incorporadora em até 30 dias. “Se não for possível um acordo, o dono do bem pode entrar com ação de ‘Obrigação de Fazer’ em juízo, pleiteando o conserto do defeito, pedir indenização ou solicitar a rescisão do contrato com a atualização dos valores, e acrescida de multa”, adianta Marco Aurélio.
 
Se o vício for oculto, a reclamação escrita deve ser feita no prazo de um ano. A construtora não solucionando o problema de forma amigável, o comprador prejudicado tem o prazo de até 20 anos para recorrer ao Judiciário, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido para entrar com a ação deve estar acompanhado do laudo técnico de um engenheiro civil discriminando os vícios e defeitos e até com fotos dos problemas. Antes o tempo de garantia era de cinco anos a partir da liberação do Habite-se. “Mas o indicado é recorrer quando já aparece o problema para tentar resolver o quanto antes”, aconselha Marco Aurélio Luz.

sábado, 6 de abril de 2013

Contratações de crédito imobiliário devem crescer entre 15 a 20% este ano

 
Proposta de elevar o teto de financiamento de R$ 500 mil para R$ 750 mil, pelo SFH, está em pauta, diz Octávio de Lazari Júnior, presidente da Abecip 
 
Fonte: ZAP Imóveis
 
 
Os números referentes ao crédito imobiliário no Brasil são animadores. No primeiro bimestre de 2013 o financiamento de imóveis atingiu R$ 12,5 bilhões, o que significa um aumento de 15,7% do volume contratado no mesmo período do ano passado. Entre março de 2012 e o último fevereiro, os empréstimos para compra e construção, com recursos da poupança (SBPE), somaram R$ 84,5 bilhões. O cenário para 2013 é positivo, de acordo com o presidente da Abecip, Octávio de Lazari Júnior.
 
 
INFOZAP – O crédito imobiliário demonstrou que estava fortalecido em 2012. Qual é a perspectiva para até o final do ano?
OCTÁVIO DE LAZARI JÚNIOR - As operações de crédito imobiliário já superaram as linhas bancárias de financiamento a veículos e estão prestes a ultrapassar as do crédito pessoal. Há equilíbrio entre oferta e demanda e bases institucionais sólidas, implantadas e fortalecidas nos últimos 15 anos, segurança jurídica para mutuários, construtores e incorporadores, além de agentes financeiros e investidores. O cenário para este ano é positivo para o crédito e, portanto, para todo o mercado imobiliário. Os bancos têm interesse em continuar elevando a oferta de crédito imobiliário, pois as carteiras habitacionais estão associadas à presença de bons clientes. As condições favoráveis à retomada do setor imobiliário também se devem à queda das taxas de juros, que asseguram a redução de custos em um setor que exige a mobilização de grandes capitais.
 
O volume de contratações de crédito imobiliário deve subir até o final de 2013?
Os resultados de 2012 indicaram um comportamento saudável e a tendência é de crescimento mais rápido, em 2013, projetado entre 15% e 20% pelos técnicos da Abecip.
 
É possível que faltem recursos para o crédito imobiliário nos próximos dez anos?
Para assegurar não apenas o pleno atendimento da demanda de crédito imobiliário no curto e no médio prazo, mas o atendimento de toda a demanda futura, inúmeras iniciativas estão em curso. A Abecip propõe a criação de um novo título bancário para permitir a rápida mobilização de recursos para o setor: trata-se dos covered bonds, testados e aprovados em mercados desenvolvidos. São dois os efeitos positivos do vigor da captação. Primeiro, o funding da poupança tenderá a atender plenamente à demanda até 2015, ou seja, por mais tempo do que se imaginava. Segundo, favorecerá a redução dos custos dos empréstimos tão logo a mudança das regras de remuneração das cadernetas afete o grosso da massa de depósitos. O comportamento das cadernetas favorece o crescimento sustentável do crédito imobiliário.
 
Quais fatores são determinantes para que o crédito imobiliário permaneça em ascensão no Brasil?
O setor imobiliário é um dos grandes contribuintes da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), ou seja, da taxa de investimento cujo crescimento foi definido entre as prioridades do País. Tudo aponta, portanto, para um ritmo elevado de atividades do setor, com o pleno apoio dos governos federal, estaduais e municipais. Espera-se a manutenção do quadro de pleno emprego. A demanda de mão de obra favorece a preservação da renda dos trabalhadores. No âmbito dos poderes municipais, a expectativa é de “destravamento” das autorizações de construção, conforme a promessa das autoridades recém-empossadas. Em um ano em que a recuperação da economia é prevista pela maioria absoluta dos analistas, o ramo imobiliário tem condições de oferecer uma expressiva contribuição em termos de investimentos, oferta de emprego, demanda de insumos nacionais, recolhimento de tributos e aumento da renda e de prosperidade.
 
A inadimplência é algo que preocupa o crédito imobiliário no Brasil?
A inadimplência superior a três meses nos contratos com alienação fiduciária limita-se a 1,3% – baixíssima em relação a quaisquer modalidades de crédito.
 
Qual é a média de crédito que o brasileiro pede para comprar uma casa? Este número tem aumentado nos últimos anos?
A relação entre o montante financiado e o valor dos imóveis (LTV, ou loan-to-value) ainda é de apenas 63,8%, com evolução modesta de 2,7 pontos porcentuais nos últimos quatro anos, evidenciando o grau de segurança do SBPE. E o aumento do endividamento das famílias registrado nos últimos anos deveu-se em muito à troca do aluguel (que não é considerado dívida) pelo financiamento imobiliário, o que afasta maiores apreensões com o volume de dívidas dos consumidores.
 
Há alguma novidade prevista para os próximos anos por conta da procura por crédito imobiliário no país?
Para ampliar o atendimento da demanda nas grandes metrópoles, está em pauta a proposta de elevar o teto de financiamento pelo SFH de R$ 500 mil para R$ 750 mil, em avaliação pelas autoridades. Assim será possível melhor adequar a oferta e a demanda de imóveis.