segunda-feira, 26 de junho de 2017

Saiba como utilizar o detergente de forma eficaz na limpeza da casa


Descubra quais são os tipos do produto e para que servem cada um

Fonte: ZAP em Casa


Fazer uma faxina completa em casa não requer um grande kit de produtos de limpezas, muito menos itens sofisticados e ultramodernos. O bom e velho detergente, por exemplo, é um poderoso aliado da higienização doméstica, pois possui versões variadas, podendo ser usado em diferentes superfícies e encontrado em valores que atendem a todos os bolsos.

Antes de mais nada, é importante saber quais são os tipos de detergentes existentes no mercado e para que servem cada um deles. Segundo explica a personal organizer Bárbara Volnei, são quatro:

Detergentes Biodegradáveis

O detergente é um poderoso aliado da higienização doméstica (Foto: Shutterstock)

Eles têm esse nome por serem passíveis de degradação pelos micro-organismos presentes nas águas. Os detergentes se tornam biodegradáveis quando é reduzida a quantidade de fosfato presente no detergente. Lembrando que apenas os detergentes em gel, utilizados para lavar louça, são biodegradáveis. Os sabões em pó e em barra permanecem na natureza ainda por um longo período de tempo, por este motivo, necessitam de um tratamento prévio antes do descarte.

Detergente Neutro

Possui versões variadas, podendo ser usado em diferentes superfícies (Foto: Shutterstock)

É o mais utilizado na limpeza do dia a dia em residências e não agride o piso.

Detergente Ácido

O detergente pode ser encontrado em valores que atendem a todos os bolsos (Foto: Shutterstock)

É indicado para limpeza pesada, como sujeiras causadas no pós-obra (cimento, óleos, graxas, etc).

Detergente Alcalino

Remove todo tipo de sujidade, com exceção das de origem mineral. Deve ser usado com cuidado para não agredir o piso.
Ainda de acordo com Bárbara, existe um outro ponto a se atentar sobre os detergentes: o seu PH. Ele influencia diretamente na identificação de qual produto é mais indicada para cada tipo de superfície. “Por exemplo: neutro (PH estabilizado em 7): para retirada de sujidades como pó e poeira, e outros resíduos; ácido (PH entre 0 e 7): ideal para limpeza de ferrugem, sangue, cimento, terra; alcalino (PH entre 7 e 14): limpeza de sujidades como gordura de origem animal ou vegetal (frituras, molhos, óleos, graxas, etc)”, indica ela.
Uma das grandes vantagens dos detergentes é seu poder de economia, já que com pouca quantidade do produto é possível fazer uma limpeza eficaz (Foto: Shutterstock)

Mas, além de verificar o PH do detergente que você vai comprar e seguir as dicas acima, é imprescindível ler as instruções da embalagem antes de iniciar a limpeza, assim, não corre o risco de estragar nenhuma área, é o que aconselha a também personal organizer Rafaela Oliveira: “produtos com cloro devem ser evitados em superfícies como: granito, mármore e pisos com coloração. É muito importante também saber usar produtos com cloro, pois do contrário podem manchar uma determinada superfície para sempre. Detergentes de louça concentrados são perfeitos na limpeza e mais seguros”.
Para Rafaela, uma das grandes vantagens dos detergentes é seu poder de economia, já que com pouca quantidade do produto é possível fazer uma limpeza eficaz: “produtos de limpeza concentrado são ideais para serem diluídos em água. Tem também os produtos de limpeza em embalagens comuns e em borrifadores (estes são mais econômicos, pois há menos desperdício na hora da aplicação). Detergentes de louças concentrados são mais fortes e com apenas algumas gotinhas dão conta da lavagem das louças de forma eficiente”.
A economia do produto também se dá pelo uso consciente na hora da limpeza. Isso é, a quantidade de detergente e a espuma que ele fizer não vão ditar a qualidade da higienização. Pelo contrário, o excesso de produto pode deixar a superfície sem brilho e manchada. Por isso, além de fazer a diluição em água, é importante retirar toda a solução da área limpa com um pano úmido, dessa forma a limpeza será completa e bem feita!

segunda-feira, 5 de junho de 2017


Aprenda dicas caseiras para limpar o box

Gordura, sabonete e mofo são os principais inimigos do box. Saiba como limpá-los com preparos feitos em casa


Fonte: ZAP em Casa



O ideal é que o box seja limpo todos os dias (Foto: Shutterstock)


Com o tempo, a estrutura do box – não só o vidro como as ferragens – tende a acumular manchas e resíduos. Para mantê-lo limpo e com bom funcionamento, o ideal é realizar uma limpeza diária com água corrente logo após o banho, evitando, assim, o excesso de gordura, vapor, sabonete e mofo, que são as principais situações que exigem uma limpeza mais profunda.


Para isso, é possível recorrer a soluções caseiras, lembrando que alguns produtos abrasivos, como lixas, buchas e água sanitária tendem a danificar os perfis do box. Bucha vegetal e sabonete branco podem ser bons aliados para esta limpeza diária e, de acordo com a personal organizer Karoline Bim, para limpar as marcas brancas do vidro, é possível usar palha de aço para esfregar a superfície totalmente seca, delicadamente. “Este processo soltará um farelo branco, que é a gordura saindo”.


Palha de aço pode ser usada para limpar o box


Depois disso, para manter o box limpo por uns 15 dias, misture em um borrifador 200 ml de álcool, 100 ml de removedor e duas colheres de lustra móveis. O líquido ficará bifásico. Misture bem, aplique sobre o vidro e passe um pano limpo.“Outra opção é passar cera automotiva com o box seco. O vidro ficará limpo e impermeabilizado a semana toda”, explica Karoline.


De acordo com o fabricante Ideia Glass, é importante realizar uma limpeza mais profunda no espaço que fica nas frestas entre os trilhos inferiores semanalmente. Para impedir o mofo, use bicarbonato de sódio com a ajuda de uma esponja suave. Vale lembrar que, após o banho, o ideal é deixar a porta corrediça do box fechada para que o vapor não fique preso entre as folhas de vidro.

Utilize fórmulas caseiras para limpar o box





segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tapete na parede é sinônimo de decoração autêntica e moderna

Modelo para pendurar cabe em todos os bolsos e deve combinar com o resto da casa

Fonte: ZAP em Casa


Valorizar um ambiente passa por exibir um objeto que dê aquele ‘up’ no visual. Quadros são bons exemplos de peças que incrementam um cômodo. E quem gosta de uma decoração autêntica, tapetes exibidos nas paredes, exatamente como os quadros, são escolhas certeiras.

Nada de torcer o nariz e achar que a ideia remete a um ambiente antigo ou tradicional demais. Está certo que o costume vem de séculos atrás, do oriente, quando a tapeçaria era feita de fibra natural e tinha estampas de caça ou motivos florais. A novidade é que essa moda na decoração voltou com força total. “Qualquer tapete pode ser pendurado na parede, sendo ele clássico, tribal, ou contemporâneo, ao contrário do que acontecia antigamente, quando apenas tapeçarias clássicas, como Aubusson, e tapetes persas eram pendurados”, diz o coordenador de vendas da Hariz Haus Tapetes e Decoração, Melhem Skaf Hariz.

E quem gosta de uma decoração autêntica, tapetes exibidos nas paredes, exatamente como os quadros, são escolhas certeiras (Foto: Reprodução/Pinterest)


Mas há certos segredinhos na hora de escolher o novo protagonista do seu lar. A começar pelo material. Existem de vários tipos, desde os chamados kilim, passando pelos de lã aos de seda pura – e podem custar entre R$ 1 mil e R$ 50 mil. “O importante é que o escolhido não seja pesado ou muito grosso. Ele é aparafusado na parede, como uma moldura, e sustentado por um de seus lados. Vale investir em uma luz dirigida, como se fosse um quadro”, ensina o diretor José Morales, da Morales Furniture & Tapetes.

Os tapetes podem ser feitos de cabeceiras de camas, colocados acima de um sofá na sala de estar, ao lado de uma mesa na sala de jantar, num intervalo de lances de escadas, e por aí vai.

Existem de vários tipos, desde os chamados kilim, passando pelos de lã aos de seda pura (Foto: Reprodução/Pinterest)

A combinação da tapeçaria na parede com o resto do ambiente também deve estar em dia. Hariz explica que não se costuma usar um tapete clássico na parede e um listrado no chão. “Geralmente se misturam dois estilos iguais ou o neutro com o desenhado. Os tapetes lisos geralmente são os mais fáceis de combinar com qualquer estilo de casa”, pontua. A cor da parede onde o eleito será pendurado deve estar à altura. “O certo é usar uma parede neutra para que a peça tenha seu destaque, e não ‘brigue’ com o resto do ambiente”, destaca Morales. Por fim, a manutenção de tapetes que vão na parede é bem simples: basta aspirá-lo como se fosse um tapete comum. “O recomendado é fazer a limpeza uma vez por semana”, completa Hariz.

A combinação da tapeçaria na parede com o resto do ambiente também deve estar em dia (Foto: Reprodução/Pinterest)
A manutenção de tapetes que vão na parede é bem simples (Foto: Reprodução/Pinterest)


quinta-feira, 23 de março de 2017


Veja dicas para manter a varanda organizada

Móveis do ambiente devem ser pensados para abrigar também outros objetos da casa


Fonte: ZAP em Casa


Com os espaços cada vez mais reduzidos, falta lugar para acomodar tanta coisa. E a varanda, aquele espaço com alguns metros a mais livres, vem naturalmente se transformando em várias casas no famoso “quartinho da bagunça”: caixas encostadas, brinquedos amontoados, aquela esteira ergométrica desmontada e por aí vai.

Está nessa situação? A gente ajuda! “Dependendo da utilização da varanda, vale muito fazer um móvel baixo, que sirva de apoio e, ao mesmo tempo, que tenha uns gavetões para guardar almofadas, brinquedos, objetos que ficam espalhados no dia a dia e que precisam ser guardados na hora de receber uma visita”, indica a designer de interiores, Adriana Fontana.



Se a intenção é usar a varanda para guardar alguns objetos, apostes em móveis como nichos que ajudam a manter tudo no lugar (Foto: Luis Gomes de Souza/ Divulgação/ Adriana Fontana)


Outra tendência fortíssima é a chamada varanda gourmet, o espaço que serve para convívio, comer e tudo isso junto. Para estes casos, a designer tem uma dica: “um nicho ou móvel alto acima da cuba da pia, facilita a vida dos moradores e a dos convidados”. Outra ideia citada pela especialista é a de ter um banco que sirva de baú para guardar uma rede, por exemplo, ou objetos maiores.



Já a varanda gourmet deve ser organizada de forma prática para receber os convidados (Foto: Adriana Barbosa/Divulgação/Adriana Fontana)


Dicas rápidas de organização da sua varanda:



Móveis podem ser usados para receber os amigos (Foto: Reprodução/Shutterstock)


– Plantinhas, flores e vasinhos


Se os espaços forem reduzidos, pendure! Podem ser penduradas aleatoriamente na parede, no teto (em esquema de móbile) e até em uma placa de madeira fixada à parede, simulando um jardim vertical.

– Para ter seu espaço gourmet

É fundamental a pia, com um apoio para funcionar como bancada, banquinhos e mesa (que pode ser desmontável para otimizar os espaços depois do evento) e até as redes que servem como lugares extras para acomodar visitas e são guardadas facilmente quando todo mundo vai embora.

– Lugares extras

Como nem todo mundo se sente confortável nas redes, outras alternativas são os bancos, almofadas e futon que deixam a varanda super charmosa e bem mais alegre. Vale a aposta.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Veja dicas para fazer uma decoração gastando pouco

O termo "low cost" vem ganhando cada vez mais adeptos

Fonte: Habitíssimo*

Em tempos de crise, a gente economiza em tudo, né? Mas mesmo assim, aquela vontade de renovar a casa não passa. Não se preocupe: é possível, sim, fazer uma decoração incrível com pouco dinheiro.

Nosso lar é o espaço onde procuramos descansar, e por isso deve ter a nossa cara. Veja, a seguir, algumas dicas que vão te ajudar na hora de dar personalidade ao seu cantinho sem mexer muito no seu bolso.

Aposte na reciclagem
Reciclar é muito mais do que uma ação para o meio ambiente (Foto: Shutterstock)

Reciclar é muito mais do que uma ação para o meio ambiente: é encher sua casa com estilo e dar um toque de originalidade à decoração. Garrafas de plástico ou vidro já não precisam ser jogadas fora: você pode reaproveitá-las como luminárias, por exemplo.

Faça você mesmo
Os pallets podem ter mil e uma utilidades (Foto: Shutterstock)

Além de dar um toque super original para a sua casa, customizar a decoração e apostar no do it yourself é uma opção maravilhosa para economizar. É só soltar a criatividade e você inventa desenhos decorativos com luzes de natal, mesas de pallets, pinturas e adesivos nas paredes e muito mais!

Escolha móveis multifuncionais


Uma cabeceira que também é báu, sofá que vira cama, bancada que se transforma em mesa: além de otimizar o espaço, ajudam você a economizar. E, claro, você sempre pode reunir todas as dicas e fazê-los você mesmo ‒ uma mesa de pallets que vira cômoda, que vira banco, que vira cabeceira, que vira poltrona, por exemplo.

Economize energia
Aquela luminária maravilhosa vai continuar incrível com lâmpadas de led (Foto: Shutterstock)


Quando pensar em low cost, leve em consideração também o preço da manutenção. Escolha itens que, além de amigos do seu bolso, também sejam amigos do meio ambiente. Aquela luminária maravilhosa vai continuar incrível com lâmpadas de led.

Seja criativo
As possibilidades são infinitas, é só deixar a imaginação solta (Foto: Shutterstock)

No fim das contas, o grande segredo para gastar pouco com a decoração é ser criativo. Garrafões de vidro podem virar luminárias; potes de conserva se transformam em organizadores; gavetas em prateleiras; latas de azeite em vaso de plantas; caixote de feira em revisteiro. As possibilidades são infinitas, é só deixar a imaginação solta!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016


Veja soluções eficientes para reformar a casa

Confira cinco dicas práticas para não ter dor de cabeça


Fonte: ZAP em Casa


Com a chegada do fim de ano, é comum que as pessoas comecem a planejar reformas rápidas e até mudanças. Para esquematizar uma reforma eficiente, em um tempo reduzido, é necessário um planejamento claro, com objetivos definidos, principalmente quando não há muito tempo disponível para esperar a obra ser concluída.

Não é possível criar uma estimativa de tempo, pois existem diversas variáveis como tamanho do imóvel, quantidade e níveis de reparos. O ideal para esse tipo de situação é optar por soluções rápidas e que não façam muita sujeira ou gerem muito entulho. “Reparos de gás e hidráulica demandam mais tempo de projeto e execução. Em alguns casos é necessário o nivelamento do contrapiso para instalação dos pisos, seja cerâmico, pedras ou madeira e isso pode levar mais tempo”, alerta Tássia Pereira.

Avalie as condições do imóvel

Antes de qualquer coisa, é necessária uma avaliação geral (Foto: Shutterstock)

Antes de qualquer coisa, é necessária uma avaliação geral das condições dos pisos e revestimentos de paredes, para avaliar se há a necessidade de trocá-los. Caso a intervenção seja apenas estética e não estrutural, é possível que tudo seja concluído em um tempo reduzido.

Cuide do orçamento

É preciso que haja um planejamento detalhado das intervenções necessárias no imóvel, isso evita imprevistos e gastos extras (Foto: Shutterstock)

É preciso que haja um planejamento detalhado das intervenções necessárias no imóvel, isso evita imprevistos e gastos extras. Os orçamentos iniciais podem ser mais simples e, itens decorativos como quadros e espelhos, por exemplo, podem ser comprados após a conclusão da reforma, não atrapalhando o tempo previsto para mudança e nem comprometendo os gastos iniciais com a reforma.

Não adie detalhes importantes

Caso seja necessário que haja intervenções construtivas, como novos pontos elétricos e troca de revestimentos cerâmicos, o ideal é que o profissional contratado comece a reforma por aí

Caso seja necessário que haja intervenções construtivas, como novos pontos elétricos e troca de revestimentos cerâmicos, o ideal é que o profissional contratado comece a reforma por aí. Por conta do acúmulo de entulho e sujeira, não é indicado começar com isso no meio da reforma, ou deixar para outro momento. São intervenções prioritárias, que devem ser feitas antes de qualquer outra coisa.

Escolha acabamentos de instalação rápida

Bons exemplos disso são os pisos laminados e vinílico, ótimos para salas e quartos (Foto: Shutterstock)


O ideal é pensar em acabamentos práticos, de instalação rápida, que não necessitem de muitos ajustes nas superfícies em que serão instalados. Bons exemplos disso são os pisos laminados e vinílico, ótimos para salas e quartos. O uso de piso sobre piso nas áreas molhadas como varanda, cozinha e banheiros, é uma boa solução para evitar a quebradeira de pisos cerâmicos. Para o revestimento das paredes, materiais que não geram sujeira podem facilitar todo o processo. Papeis de parede tem instalação rápida e os mosaicos de madeira ou PVC, podem ser fixados com fita dupla face de alta resistência.

Para uma reforma mais rápida o uso do forro em áreas como o living, ajudam na hora de criar uma iluminação decorativa para valorizar o espaço.

Pense no futuro

Idealizar e dimensionar os mobiliários é um passo importante (Foto: Shutterstock)

Idealizar e dimensionar os mobiliários é um passo importante, mesmo que nem todos sejam adquiridos no término da reforma. É importante organizar o espaço pensando na circulação. Por exemplo, se ainda não existe uma mesa de jantar com 6 lugares, mas o plano é que exista uma, o ideal é deixar o espaço reservado para essa mesa no futuro, evitando o acumulo de itens desnecessários. Aproveitar bem cada espaço faz toda a diferença.









quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Saiba como funciona a permuta de imóveis

Esta é uma forma de contrato onde as partes se obrigam mutuamente a dar uma coisa por outra. Entenda as vantagens e desvantagens e os cuidados

Fonte: ZAP em Casa

Colocar o imóvel à venda sempre é um processo que exige cuidado, paciência e disposição de tempo, assim como é o procedimento para encontrar o imóvel ideal para comprar. Porém, esses não são as únicas opções para ter um novo lugar para morar. Uma possibilidade é utilizar da permuta de imóveis, que é a forma de contrato onde as partes se obrigam mutuamente a dar uma coisa por outra de valores equivalentes. Saiba como funciona e os cuidados que devem ser tomados para que a negociação não traga dor de cabeça no futuro.

Diferente da compra e venda, a permuta de imóveis não exige que o pagamento seja feito em dinheiro, mas, sim, através de bens equivalentes. Em muitos casos, no entanto, existe a possibilidade de pagar a diferença em dinheiro. A permuta se aplica a qualquer tipo de imóveis, terrenos, casas, apartamentos e imóveis a serem construídos.

A permuta se aplica a qualquer tipo de imóveis, terrenos, casas, apartamentos e imóveis a serem construídos (Foto: Shutterstock)

“Por exemplo, se uma determinada pessoa possui um terreno e outra pessoa tem interesse nesse terreno para construção de um prédio, ao invés de pagar pelo mesmo em dinheiro, poderá pagar em unidades prontas. Existe ainda a possibilidade do pagamento ser feito com bem acompanhado de pagamento em dinheiro. Nesta hipótese, a esse pagamento em dinheiro dá-se o nome de torna”, esclarece a advogada Daniele Akamine, diretora da Akamines Negócios Imobiliários.

Um dos principais cuidados que devem ser tomados caso a escolha seja pela permuta de imóveis diz respeito ao tipo de contrato. “Deve-se atentar que, no caso de permuta de bens imóveis, o contrato deverá ser feito por escritura pública, deverá constar de forma clara a data da entrega dos bens e a responsabilidade pelos tributos. Enfim, deve-se tomar as mesmas precauções dos demais contratos de imóveis”, afirma a advogada. Já Elísio Cruz Júnior, presidente do Sindicato de Habitação de Pernambuco (Secovi-PE), lembra que a burocracia é inerente a toda aquisição de um imóvel. “É preciso fazer a escritura, que custará entre 4% e 6% do valor do imóvel”, completa.

Entre as vantagens, enumera Daniele Akamine, a principal é sobre a tributação. “Quando não existe torna na permuta, o negócio ficará isento da tributação do imposto de renda, uma vez que se entende que os imóveis permutados possuem o mesmo valor monetário”, diz. Porém, ela ressalta que o ponto negativo é que existe a possibilidade de sobrevalorização dos imóveis.
Mercado

Para Elísio Cruz Júnior, presidente do Sindicato de Habitação de Pernambuco (Secovi-PE), a permuta entre dois imóveis não é prática tão comum no mercado atualmente. “Existem alguns requisitos aserem cumpridos na escolha de um novo apartamento ou casa, como a localização e também o tamanho. Isso porque pode acontecer de a pessoa ter um imóvel de dois quartos e querer passar para um de três. E estes requisitos precisam bater de ambas as partes e não é algo corriqueiro. Porém, pode não existir uma tendência de mercado, mas é possível que aconteça”, afirma.

Por isso, ele acredita que o mais comum, nestes casos, é que o proprietário tenha um imóvel e venda para adquirir o próximo. “Quando ele quer dar um upgrade, ele vende o imóvel dele e, com o dinheiro, dá entrada no outro. É mais fácil ele fazer isso de vender e comprar outro”, acrescenta Elísio. Mas existe a possibilidade de, na permuta, trocar imóveis de valores diferentes, desde que seja paga a diferença. Em muitos casos, esse tipo de permuta é aceita quando o novo proprietárionão pretende morar no imóvel e usar para locação e ainda ganha um dinheiro. 

Porém, o presidente do Secovi-PE acrescenta que um outro tipo de permuta de imóveis é mais comum no mercado, que é a troca de áreas por imóveis construídos. “Este tipo de mercado é mais corriqueiro. Até porque hoje, para quem tem um terreno e pode esperar pela construção do imóvel, é melhor fazer a permuta do que vender porque, no final, valoriza mais. É uma questão objetiva e matemática”, diz. “A permuta em área para a construtora tem o custo da construção e depois que ele recebe o imóvel vai vender pelo preço de mercado”, complementa Elísio Cruz Júnior.